a hora mais tarde

eu pegava ônibus à noite com quase ninguém na rua exceto os que muito se atrasavam e corriam de guarda chuva para os seus

carros, apertando na chave

o barulho que abre

a porta.

eles aceleravam sem mim e na noite pelada se escuta tudo

até o barulho do rádio ligando

num programa da madrugada em que se ouve

jazz.

eu seguia esperando o último ônibus antes do hoje virar

ontem,

absolutamente sozinha exceto por um cachorro

dormindo com seu dono encostados no portão da loja de calçados Alaor.

quando meu ônibus atrasava me dava medo de não ter casa pra dormir,

onde?

eu ficaria, na frente da padaria que só abre às 5? até lá

que Exposta, eu fechava

meu casaco

de botão.

casa de amigos eu não tenho,

dos meus amigos eu fugi de todos, fomos parando de nos falar e a culpa foi minha, eu não atendia

nenhum telefonema. quando trombava com 1 na rua eu dizia:

-vamos marcar.

e seguia

não atendendo.

no dia em que o ônibus mais demorou estava uma ventania comigo de saia.

outono pode ser quente até às 6 da tarde, de noite

o tempo vira, eu sabia que não era

verão. coloquei saia porque quis, todo mundo se tortura como pode e é discreto.

depois de quase 1 hora de atraso meu ônibus surgiu no começo da rua com o seu farol

Alto, o seu

tamanho. pensei,

e se eu não levantar a mão

pra pedir que ele

pare?

e se eu ignorar

o último ônibus da noite e simplesmente ficar

aqui

no ponto, já pra amanhã?

algumas horas passam rápido ainda que passem

devagar.

levantei

a mão

com o ônibus quase indo embora, não sei se por escolha ou

reflexo. quando entrei

pensei na minha mãe. a gente pegava ônibus juntas no ano de 1992.

depois melhorou a vida

e minha mãe comprou um monza. fazia feira comigo no braço e as frutas no porta mala do semi

novo.

mas quando a gente pegava ônibus juntas, eu ficava no colo dela pra ocupar só

1 banco

e o cheiro que eu sentia era de terra depois da chuva,

cheiro de mãe limpa,

cheiro de pele que usou sabonete de manhã mas já era tarde, quase 11 horas da noite e o bebê

na rua.

minha mãe sempre teve medo da noite, piorou depois que eu nasci. hoje ela mal sai de casa, não sei se ela

saberia, eu saio todos os dias e

não sei.

meu ônibus

não me levava exatamente de volta pra casa, me levava Perto e isso pra mim já era suficiente para eu me sentir abraçada pelo transporte público.

eu sei

que é por dinheiro,

mas não estou falando do sistema. estou dizendo do ônibus como invenção pra levar muita gente pra mais

Perto.

quando alguém pega ônibus comigo é sinal de que temos algo em comum. muita gente já pegou ônibus comigo, somos

Irmãos e não temos 1 rosto, a cidade tira de nós em troca da máxima de ser

Massa.

eu voltava pra casa, diariamente, apesar de

Tudo. alguma coisa importante

eu deixava lá, por isso

eu voltava muito,

voltava todos

os dias, voltaria ainda que fosse

mais longe

que o japão.

os lugares contam histórias e as histórias que os lugares contam

contam da gente também em números, 20 milhões de pessoas cabem num ir e voltar. atualmente,

eu ando de carro porque meu salário

aumentou e sobre isso posso dizer que dirigir à noite

é

tão Só

quanto ser a única

criança

numa festa de marmanjos.

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de bairro novo

Deitada no peito da minha mãe com a correntinha dela balançando em mim num carinho de aço na

Estrada, que descobri mais tarde ser a Castelo Branco,

rumo à nova casa que eu não sabia que cara

teria.

Nem o Bairro,

que agora moro por mais de 15 anos, o tempo

correndo em frente como um Cavalo revirando o mato que somos. Cada vez que me perguntam,

– você mora por aqui faz tempo? eu digo

cada vez mais anos, me mudei

e não me mudo desde então.

andar de carro quando eu era menina tinha uma velocidade diferente. A cidade era maior e incompreensível, eu tentava dar significados

pr`os muros escritos que eu lia

metade das palavras, não todas,

as palavras com V e W eu não lia direito, nem

com 2 ss, era tudo

um código imenso que me deixava distraída no colo da minha

mãe, ela gostava muito de me pegar no colo

porque eu era

mini.

Quando chegamos na casa nova não me lembro do portão.

No apartamento dentro eu olhei bem fixo, antes eu morava em casa-casa e estranhei a falta de quintal explicada num pedaço de janela aumentada chamada de:

– Terraço.

O meu cachorro teve que partir porque não tinha Espaço

pra ele apesar que pra gente tinha, então

por que?

pra ele não. Eu pensava que membros da família

tinham que estar sempre juntos, não importa o drama.

Parece que nem sempre, pelo que me explicou meu pai na época.

Eu tomava muito milk shake do Mcdonalds e as cookies que a vizinha trouxe

enquanto meus pais tiravam as coisas das caixas

E colocavam as coisas das caixas

Espalhadas pelas cômodos da casa como se fosse lógico o lugar de cada 1.

Até que

eu gostei do tal do

Terraço. Batia um ar cheiroso que misturado

com o Milk shake acabou virando jeito

De lembrar com o passar dos anos.

Eu alugava fitas para assistir os filmes da moda. A tv era enorme atrás. Eu pensava

que as pessoas que faziam os programas que eu assistia estavam atrás da minha televisão. Chegavam de avião discretamente na minha sala e eu nunca conseguia pegar eles chegando, por mais que eu Tentasse.

O que mais me impressionava era quando aparecia o mar. Porque

O Mar pessoalmente era tão grande mas cabia no tubo da minha tv que também

Era grande, mas bem menor.

Eu ia na banca de jornal com a minha mãe de mãos dadas. Comprávamos revistas pra recortar a tarde

toda. Eu Estava gostando do bairro novo, sentindo falta só da Giovana, que

Iria me visitar no fim do ano, se tudo desse certo

Com a saúde da sua avó.

Deu tudo errado com a saúde da sua avó e eu nunca mais vi minha amiga, só

dentro da minha cabeça e nas cartinhas

que mandávamos uma pra outra e que foram

Ficando

cada vez mais escassas com o passar dos

anos.

O Passar dos anos.

Hoje,

olho pra minha casa que é a mesma desde então. Fui eu que perdi

aquele olhar

que Preenchia tudo. Tem alguma coisa muito velha e triste no Terraço, agora. Uma coisa feia, dura,

cheia de

Saudade chamada eu cresci.

ps: 

o retorno

que rosto, o teu.
é de garoto com esses olhos de janela pro mato,
uma casa nova
num velho bairro que chove muito no verão, você.
Não reparei na sua altura,
Nem na sua falta de tato no
abraço, nem nos seus textos. Quase não
Reparei que reparei em você de tão leve que foi.
Percebi depois, que passou o dia,
e teu rosto ficou insistente no fundo do meu olho enquanto eu dormia e até hoje.
Entro no sono e vejo
teu rosto que percorro com todo o meu corpo como quem viaja de bicicleta pra longe e precisa ir lento
porque a perna é 1 só.
não tive coragem de perguntar a tua idade, você deve ter não mais de 20
anos.
Se veste de caso pensado, acha importante umas coisas
que não tem a menor importância no meu hall de presto atenção, como meu cadarço desamarrado da bota que você me avisou:
– cuidado.
pensando que eu podia cair.
Acho que te ganho em altura por uns 5 centímetros.
Fico imaginado nosso beijo em um lugar dançante. As pessoas aglomeradas nos juntando cada vez mais até que a nossa boca cole, tua língua
Entra,
engulo um hálito
morno e,
Um pouco mais tarde,
engulo teu pau
no que seria
Uma chance que nos daríamos para esse ímpeto de encaixe que bate e é forte, faz o peito crescer.
No fundo, a gente só quer se conhecer
melhor porque estamos muito curiosos nos achando parecidos.
Não seria amor, seria uma
Chance que eu daria também pruma cidade inédita que me fizesse Sentir. Moraria nela, tenho 1 amiga que fez isso e está viva,
tomando cerveja
na rua de quinta, a nova sexta.
Ela Foi pra Porto Alegre e nos bares se sentiu em casa, agora está em busca de um apartamento.
Gosto de pensar em você como um apartamento que quero morar porque tem uma vista das mais Bonitas, inclusive de dentro das minhas pernas com
a tua língua num entra e sai
de buracos, teu pau te fazendo morar
Em mim, com
Você inteiro, homem-menino, dentro de mim e já no útero, no fundo penso
que o apartamento sou
eu.

Família

foram pro festival de música juntas, forjavam a felicidade em sorrisos

curtos,

usavam roupas parecidas nos corpos

parecidos das

2, iam ao cinema, bolavam conversas,

tentavam sem jeito ou

do jeito

duro

delas,

se Amar

um pouco

que fosse.

Eram obrigadas, irmãos precisam se dar

bem.

E de tanto convívio,

incentivadas pelos laços de sangue, lá pelos 60 e poucos anos, elas

começaram a

se Amar, de fato. Estavam distraídas trocando a cortina da sala, uma na escada a outra segurando a escada quando

Brotou no peito 1 flor, a flor

da Convivência. Elas

não perceberam. Continuaram dividindo

as tarefas da casa

herdada

como se fossem obrigadas e não por Amor.

Nenhuma das duas se casou. Viviam da grana do passado, a

aposentadoria. A mais velha fazia almoço, a mais nova fazia jantar. Tinham 1 gato que morreu semana passada, no sofá

ficou o rombo

ao lado da almofada que Fred tanto gostava de

deitar, rombo de ausência. Já as duas não tinham nomes. Era uma

irmã da outra, a cidade toda as conheciam assim, fora que o bairro do Limão cresceu muito nesses últimos anos, no fundo

ninguém se importava.

Nossas coisas preferidas

Faz mais de 1 mês que eu não assisto ao meu programa de tv favorito,

era o único.
De manhã na hora do café, a velha xícara, o pão esquentado, o queijo
Derreteu porque passou a noite toda
fora da geladeira, a vassoura no quintal, a pá, o
pó, a casa acordando
assim como eu e
o controle remoto em suspenso, com os seus quase 30 botões, seus comandos que precisam de comando, eu apertava só o:
– Ligar.
e nem precisava mudar de canal,
Sempre já estava no meu programa de tv favorito e ouvi-lo a cada manhã me dava a certeza de que eu ainda
Estava viva, com olhos
na tela, a apresentadora também. A produção também, os fios, os cabos, o cachorro da apresentadora e apesar das pessoas
sem casa, das
Pessoas doentes, da falta de chuva e de educação
No elevador, ainda assim, de uma maneira bastante estranha, tudo
parecia bem.
Acontece que precisei mudar o lugar de tomar café da manhã, a mesa da cozinha
quebrou.
O marceneiro a levou pra reforma. Pediu 15 dias, cobrou
O quanto quis.
Agora, Meu novo lugar de tomar café da manhã é na sala e
na sala
A televisão fica nas costas da mesa, por conta da geografia do meu
Apartamento. É péssimo
Ficar virando o pescoço pra assistir o programa, é desconfortável.
Então, no primeiro dia sem a mesa da cozinha,
Eu Não liguei a tv da sala. Pensei, deixa,
logo a mesa volta,
é bom que eu começo a trabalhar um pouco mais cedo, estou tão atolada e inclusive
cansada desde da semana
passada, acho que
retrasada, estou cansada há
séculos.
Continuei sem ligar a tv no segundo dia. No terceiro. No oitavo.
Só na quarta semana foi quando percebi que nunca mais eu tinha pensado
No meu
Programa de tv favorito. Lembrei do quanto é frágil gostar de alguma coisa enquanto dava um gole no café
sentada na mesa da cozinha que
fazia dias,
já estava pronta.

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A Dança

pensei que era um abraço o que faríamos
ao
nos despedir: não foi.
Acabamos num aperto de mão frio, sem encaixe,
num encostar de peles que não sabem bem porque estão assim tão perto.
Nossos dedos ficaram perdidos, dedos que se fossem de Escolher
prefeririam não se encostar mas
se Encostam.
No gelo, ouvi de você um gasto:

– Obrigado por tudo.

mas,
indiscutivelmente,
eu não fiz nada pra merecer esse tudo.
As convenções sociais são tão surdas, tão carentes de
Malemolência.
Me interessam mais os definhamentos, as hemorroidas, o dia da morte da gente, a foto do visto
que tirei pro passaporte, eu
estava faminta no dia e como chovia perto do lugar em que deixei meu carro.
Não parei no estacionamento. Nunca paro. Deixo na rua, que vaga particular é preço de 20 mangos. O dólar
Tá muito alto, por isso a embaixada americana
e(r)ra tão vazia, eu
queria ter falado sobre isso com você. Discutido mais teu gênio. E queria ter te dado um abraço na nossa despedida de garagem. Não funcionou porque abraços não dependem só de 1.
Ficou ao invés um buraco,
depois das tantas semanas convivendo juntos, bebendo, comendo, sentando no mesmo sofá,
diariamente o mesmo sofá, a mesma torneira, o mesmo canal de tv, mas
a Intimidade
nunca
esteve nessas coisas. Ela costuma se demorar um pouco mais na casa da Entrega.

Escada

Depósito de cabeças cansadas ou
preguiçosas
o que

quase
na mesma.
No duro
o leve.
De roupa
só fronha ou
nada,
apenas o macio que guarda
aquele velho
cheiro
de-cama.
No cinema e na vingança
ele também pode Matar, não há pluma que não seja perigosa, eis o charme
nada muito doce
tem muita graça.
Mas isso de morte é coisa de humano, espuma não fere sozinha. De função que é só sua,Travesseiro
de sonhos
é
Travessia.

 

 

 

Não deixe a mulher sozinha

Queria ter comprado aquela máquina de escrever que vimos Juntos. Você estava certo, eu preciso de raízes, uma hora ou outra acaba a crise e eu tenho que escrever com mais instinto. Teria ido hoje na loja,

depois do almoço,

mas acabei me perdendo no chá, eu fiztumblr_mbaeaxkkYC1rq7yhco1_400

um chá

da tarde

pra gente: tu

não

veio.

Tinha me prometido, inclusive, mas a sua boca fala mais do que seus passos, sempre foi assim. Eu tinha deixado a casa limpa, comprado bolachas, terminado um livro

pra gente conversar. Sei que não gosta de futilezas, verticalizo-me por ti all the time. E porque te amo

me esqueci do mais importante:

que tu

é

casado.

Tua mulher

Teve criança

eu sou último plano. Também queria fazer neném e cê me diz:

– Calma doçura.

Odeio quando você me diz disso, faço drama, quero agora. Uma mulher precisa de estepe, qualquer segurança e algumas promessas. Já existem bocas pra tu alimentar,

eu sei

Mas não é só de grana que se vive um povo. Tu me prometeu um chá e 1 filho mas nunca

avisa quando.

Estou farta e febril é o fim.

Queria te ligar, são 5 e combinamos 3. Olhei o telefone, Vermelho.

Que sozinha, Benito, que bobagem, eu tinha te colocado um vestido.

Olhando assim

de cima

tenho belas pernas, ótimas cochas. Por vaidade, levantei um pouco o meu vestido. Sou Cristã mas não morri. Tentei te ligar no celular, fui amável. Poderia tentar ligar na tua casa, imagine. Te foder, you Know, mas eu te amo e acontece também que não sou ignorante. Sei respeitar a burguesia. Só gosto de saber do seguinte: caso quisesse, poderia Te foder numa boa.

Te liguei no celular, portanto, o chá

Gelado.

As bolachas

Murchas, te liguei no celular e tu não me atendeu. O telefone vermelho na mão direita, chama

que chama

mas tu

não me atende: Maldito.

O telefone gelado no meu ouvido, minhas coxas e tu acredita que o formato do tel

lembrava teu pau?

A cor também, que tu é branco e fica ruivo quando está de pica dura.

De repente,

o telefone me pareceu tão tocante. Dei-lhe um beijo de língua. Beijei com gosto aquele tel e fui descendo pelo peito, barriga, perna. O telefone lembrava muito teu pau e eu o enfie em mim,

pra mim. De fora,

restou Só o fio.

Gemi e pensei que agora

Seria uma boa hora

Pra tu me ligar: que solidão,

amor.

Inbox

Ele me chama de Mulher e me convida prum los_angeles_16800
Whisky.
Diz:
– Vamos, eu te busco e tal, por onde você anda? Onde você mora?
Não sei onde moro, amor. Deveria morar na minha casa, mas lá é o lugar aonde eu menos moro e,
por vezes
me pego pensando sobre o quanto eu seria Mais-eu se morasse
Mais-só.
Ah, o sonho da Liberdade, essa mistura maluca de coca-cola com sucrilhos.
Sempre tão impossível e tentador
bonito
e interessante.
Meus lençóis, meu sabonete. Como eu queria uma privada só pra mim. Já diz o nome,
P r i v a d a: não é coisa pra se dividir com ninguém.
Juro que daria tudo pra dormir no sofá e
não ter alguém pra me tirar dali, dizer pra eu ir pra cama, desligar a tv, escovar o dente. Tenho 25 anos, porra, e minha família não me respeita.
Na minha casa eu me masturbaria até na cozinha e quase que já me vejo tomando um café na varanda do meu futuro apartamento.
Meu canto seria uma constante de mim. Lá
não entraria ninguém que não fosse do meu agrado. Mulheres dormiriam na sala, Homens tomariam banho, poucos cagariam, muitos comeriam e minha parede seria
menta.
Eu teria uma vitrola e um fogão de 65, tapetinhos cor
De creme
E cortinas
Muitas cortinas pra praticar meu esporte preferido, o
Isolamento.
A cozinha teria quadros e a sala
nada,
acho,
só a vivência dos amigos
e amantes.
Não,
ninguém mandaria em mim. Eles
nem teriam esse direito. A sagrada boca da minha mãe se calaria, enfim.
Tudo
dependeria
apenas
de mim.
Que tesão meu deus eu quero muito mas sou artista e
por minhas poesias
Ninguém paga um puto.
Dizem:
– Do caralho, Aline, do caralho!
Mas não é de caralho que se vive um homem. Ou talvez
Seja.
O fato
é que não pago nem as contas do mercado. Moro com gente
que me abafa, que não me assanha nem nas cores
nem nos volumes.
Tudo é emprestado,
Atravancado, Até a geladeira e o papel higiênico. A toalha de banho, o cheiro.
Outro dia mesmo um cara me disse:
– Pô, gata, vamos fazer umas fotos? No estilo sexy intimista, bora?
Eu:
Não sei não, hein. Não tenho corpo pra isso, mas tenho uma imagem a zelar. Como é que fica minha vida acadêmica? Meus alunos vão querer me comer. E outra, onde faríamos essas fotos?
– Na tua casa, ué. Por que não?

Por que não?!
Tu
não entendeu porra nenhuma do que eu disse aí em cima, né, irmão?