a cidade dentro de casa

aquela janela tava tão empoeirada e
não era de hoje.
Os livros da estante
esquecidos na mesma posição desde
2011, o cacto só não morria porque era
1 cacto, ela tinha preguiça de usar aspirador.
– Pelo menos um pano, sua mãe
lhe dizia
enquanto fazia
aquelas visitas curtinhas e
infinitas, mas a vida
é muito complicada, maria pensava, tem o trabalho que
chupa alma pagando pouco e tem as crianças
dos outros
que ficam gritando do parquinho incansáveis,
os gritos sobem pela janela ainda altos, seria melhor não ter janela do que ouvir o que não era
um som
seu. Maria
estava fartíssima de não escolher.
Filho ela não tinha, Banho 1 por dia. O corpo ela limpava mais que a casa, porque gostava
de água
nela. Gozava fácil sozinha.
Telefone ela fingia que não
estava. Homens
Maria desistiu, doíam-lhe o útero todos, especialmente quando a comiam de 4.
Eles adoram comer as mulheres de 4 porque assim
elas lembravam
cavalos. Os sons do sexo também eram horríveis. Uma Poluição
sonora
absurda.
Pra ver se melhora, um dia ela tentou se matar. Ia pular da janela na frente daquelas crianças insuportáveis, mas a sua mãe tocou a campainha bem na hora
Dlin,
dlon, com um bolo de fubá nas mãos.
– Merda, ela pensou. Merda.
E atendeu a porta pro encontro curtinho,
hoje especialmente Infinito, mas Se distraiu. Sua mãe era muito simpática às vezes. Tanto que maria
nem lembrou do suicídio até o dia em que
se matou.

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