Antes, uma pausa

meu maior amor é

por mim. Calço meia, uso

pente, tomo banho morno com sabonete

neutro. Toda vez que viajo, por exemplo,

sinto medo

de morrer de automóvel.

Penso

Oras, é possível que tenha chegado a minha hora e

se não for exatamente agora,

será outro dia qualquer. Tenho fim previsto, todos temos.

Posso até tentar

fugir, um pouco. Desviar as

rotas. Por dias mudar o turno, ir de

vã ao invés de bike, ir a pé, não andar de moto, evitar saidinhas

com frequência, com dinheiro,

posso enganar a morte por 1, 2 anos. 10, caso eu seja espontânea e ela goste do jogo, mas

não pra sempre. Pra sempre, o pessoal da firma morreu

antes disso.

Se fosse o caso

de pesquisa de mercado, eu diria convicta que prefiro não morrer. Prefiro não morrer a vida inteira. Se não me entrego a um amor é Porque me amo, se

Me entrego, é porque me amo também. Porque amo

me sentir do jeito

que o amor me faz sentir, Infalível.

Por isso me envolvo com as pessoas e me des-envolvo com as pessoas. Preciso sentir outra coisa além do medo e da angústia de decidir se

Vivo;

e (a)mor-te será consequência

ou

se Guardo;

e a morte acaba enganada, se

atrasa, fora o Tédio

De se poupar

Que também é morte, no vazio

Não há silêncios, há

Enxaqueca que

só passa com

2 doses de

Novalgina. Por hora,

prefiro um café

desacompanhada

com pinta de quem

aguarda

do que qualquer grande amor além de mim.

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